Segundo Ramesh Balsekar, discípulo maior de Nisargadatta, O «Eu» (Consciência) nunca pode ser consciente de nada. Porque? Porque Consciência é tudo que Eu Sou. Uma entidade separada, individual, eu, ego, ou conceito de «mim mesmo» é um objeto. «Eu» se torna um objeto assim que penso em mim mesmo. Quando ajo como mim mesmo, é um objeto que age. Entretanto, nestas raras ocasiões quando ajo diretamente, espontaneamente, então nenhum Eu age. Porque? Porque «Eu» sou a fonte de todo pensamento e de todo fazer, não o pensador do pensamento, nem o desempenhador de qualquer ato.
O que isto significa? Isto significa que não há cognoscedor independente do objeto cognoscido, nem qualquer objeto cognoscido independentemente do cognoscedor dele. O «cognoscedor» e o «cognoscido» não são dois mas são meramente as contrapartidas do ato de cognição. Juntos constituem a função de cognição, o aspecto funcional da numenalidade ou pura potencialidade a qual como tal não pode ter qualquer existência fenomenal outra que sua manifestação como objeto inter-relacionados, cognoscedor e cognoscido. O observador não pode observar o observador. O olho não pode ver o olho que vê.